Avó Peluda e Dr. Franzas
25/06/2004 17:19
Acessem: .http://www.avopeluda.zip.net- como está desabrigada, a Avó conseguiu essa ajudinha na prefeitura; é um barracão improvisado. Outros moradores também foram transladados para o local. Voltamos com mais informações em breve.
enviada por XXXXXX


23/06/2004 20:34

Saudações Peludas,

Povo de Pelúcia, temporariamente estamos "nos mudando" para outro espaço. Calma, calma! Nós explicamos: houve um plobeminha com a minha assinatura do blig, estamos tentando resolver, mas, enquanto isso, Avó Peluda está atendendo aos leitores no site PROVISÓRIO: www.avopeluda.zip.net; esperamos vê-los por lá.

Esperamos também, em pouco tempo, tipo uns 3 a 4 dias, resolver essa situação. Perdão pelo transtorno. Obrigado pela compreensão.

Avó Peluda e Doutor Franzas
enviada por XXXXXX


21/06/2004 15:36

Bom, como eu ia dizendo no nosso último encontro, quinta-feira passada, a avó está apaixonada! Isso não é lindo! O amor é realmente muito brega. Por conta disso, passei por uma crise de criação; estava realmente sem tema pra escrever, pensando na pessoa dos meus sonhos 24 horas por dia. O amor realmente tira a nossa criatividade. Acredite que estava me queixando dessa falta de idéias com um amigo no sábado, e ele me recomendou continuar falando sobre o amor. A verdade é que desde a última experiência traumatiquíssima com Avô Pelado, meu antigo marido, não tenho muitas vontades de tocar nesse assunto. Mas agora que o Walmor Chagas conquistou meu peludo coração e, de uma vez por todas tirou o fantasma de Avô Pelado da minha cabeça, posso falar que meu ex:
era antiquado: eu, uma senhora moderna, versátil, fitness, à frente do meu tempo, agüentei 22 anos de casamento com Avô Pelado, que vivia enchafurdado em enciclopédias. Pelado vendia enciclopédias de porta em porta com seus óculos redondinhos, sua cara de farinha crua, remédios da hipertensão e coletinho de lã – era um estorvo na minha vida aquele velho babão! Ele não entendia por que meu ofício era fazer sabonetes sensuais!
já não escutava direito aos 40 anos: tive de agüentar avô pelado me atazanar as idéias durante um bom tempo até me acostumar com sua surdez. Pelado perde a audição quando mexeu com a mão e a granada que punha ao lado dele para, digamos, dar-lhe um susto, caiu no chão, ao longe, e explodiu. O barulho e os meus risinhos macabros (hihihihihihi) desde a cozinha o deixaram surdo, mas vivo. Tá! Não existia mais o amor, não existia a paixão, nem rolávamos nas noites de sábado – a morte era necessária.
fazia o que eu mais odiava: Pelado toda santa sexta-feira queria ir para o danado do Baile da Melhor Idade de Madureira– era muito chato: um monte de colega de cabelo roxo e saia com estampa de cachimirra, blusa azul royal com ombreiras; uma porção de senhores com cara de Daltro Cavalheiro / Reginaldo Rossi tentando saber o segredo dos meus sabonetes sensuais. Tsc, tsc. Não dava. Eu queria mesmo era a boite.
assediava a Verona: quase não perdoei essa traição, mas, como Avô Pelado tava mais pra Avô Pelanca, deixei a Verona se divertir com ele ou com o que restava daquilo – nada. Fez um grande favor pra mim.
dava cuecas de presente para todos os nossos sobrinhos: quem já foi presenteada por tias em natal sabe que o mais provável é ganhar cueca ou porta-retrato. Um hábito de tias, certo? Errado. Avô Pelado tinha o estranho hábito – além de andar pelado pela casa – de dar cuecas para os nossos sobrinhos. Eu morria de vergonha, pois eles achavam que tinha sido eu quem escolhera a lembrancinha – esse foi pra mim o início do fim.
O fim: Avô Pelado pinta o cabelo: um dia estava dando consultoria de moda pelo telefone e vejo aquilo entrando com uma coisa preta na cabeça: Que houve com você, Pelado? Gostou não meu chuchuzinho? Não me chama de chuchuzinho, eu já te disse que eu odeio que me chamem de chuchuzinho! Ah! Meu chuchuzinho, pintei o cabelo por sua causa – to um gatão não to, meu amor!? Deixei a coisa falando sozinha, fui até a copa, peguei uma espingarda, voltei a sala e disse: você tem 30 segundos para deixar essa casa – está tudo acabado entre nós.

E foi assim que terminamos uma relação de anos. Agora estou pronta pra outra, eu e Walmor – o amor – vamos construir uma história juntos... Veja os bilhetinhos de amor que ele me mandou:

Você me satisfaz

Apesar das brigas, te amo

Você me completa

Você é a coisa mais linda e peluda que eu já vi na minha vida

enviada por XXXXXX


17/06/2004 18:00
Gente, a avó tá apaixonada. Tá sem palavras, não vai dizer nada além de como se sente. Vejam:



Os peludos também amam

enviada por XXXXXX


17/06/2004 02:50

Desde o senhorinho Aristóteles, sim, aquele que era namorado do Platão e dizia, na Arte Poética, que as ‘mulheres tais quais os escravos são seres meramente vis’ – ele já deitou: que bom, ou não, aprendemos sobre a retórica. Viver para convencer o outro de sua posição ante a vida é mais ou menos resumo do que somos. Cazuza clamava desesperado por ideologia; Renato Russo acreditava que a Geração Coca-Cola poderia derrubar reis, fazer ver os caras lá do planalto comédias feitas com as leis que eles mesmo promulgaram. Ideologia e mentira, aparelhos de poder e dominação gratuita, a Bastilha, os refugiados dos quase 30 anos de guerra em Angola, os vietnamitas que não entendiam o porquê daqueles branquelos tão violentos, os que não podem visitar Chernobyl, os que têm câncer por conta de Chernobyl, os que viraram/viram/virarão urubus nos lixões dos anos 80,90,00,10,20,30, os que votam no Fama, os vendem seu corpo nas esquinas, os que usam gravata, os que não querem saber de mais nada além de ter prazer, os que compram gato por lebre – ideologia: querem uma pra viver?

Stalin convenceu meio mundo de sua posição




O mundo anseia por mais estátuas deitadas:







Thánatos era na mitologia grega a morte. Os que morrem de fome.





Os que morrem de morte calma. Os que morrem de morte desistente. Os que derretem. Os que morrem de morte derretida. Derreteram-se os dentes. Os que morrem de incoerência. Os que morrem de falta de língua. Os que morrem de falta de fala. Os que não morrem porque não têm onde morrer. Thánatos não deitou.

Antônio Conselheiro – os que morrem pelo anti-cristo da república e esperam dom sebastiam e esperam dons sebastiãos e esperam a carterinha do sus e esperam um bastão, esperam uma completude, esperam um tétano menos agressivo, esperam voar mais baixo, esperam voar com penas menos sujas, esperam três deuses: os médicos, os advogados, os engenheiros. Tanta pena suja eles esperam limpa-las. Esperam porque é a espera o dom maior dos homens – não a fala.

Têm um sangue tão ralo os que esperam a beterraba é mais rala os dentes são mais ralos e o corpo já se fundiu à terra que os rejeita e têm em si uma busca por tudo que não está aqui mas está ali há sempre um lá que não se alcança têm em si a busca do sim pelo não que já vêem na própria constituição têm em si um lá eles são lá Sexta-feira é sempre o nome de quem tem em si um lá que não musica nada além de um choro parecido com o canto dos urubus e com a voz das girafas esse vidro tão distante e frio que se perde nesse lá estão todos nesse lá nessas vitrinas pro mundo. Os chefes do governo vêm, se reúnem, fazem fórum, organizam a distribuição do ter – mas eles não têm. Eles só têm os fios dos telefones que roubam e o sangue ralo que vagueia pelas veias e essa hemorragia não há quem estanque um sangue tão ralo como esse não há quem faça parar.

Cansados, eles gritam Eu e devagar o som se propaga no ar até ir de encontro às vitrinas e não passa o som não passa lá Eu lá cá eu vejo eles todos e o grito fica eterno e devagar não pára o vidro manchado de hemorragia e um sangue quase água se esvai Thánatos não deitou eles deitaram eternamente em berço esplêndido.



Avó


enviada por XXXXXX


15/06/2004 17:54

Fabricar é um dom humano. Baboseira. É uma diversão mesmo. Tanto que muitos brinquedos de criança giram em torno da idéia de fazer do pimpolho um pequeno construtor... Daí as massinhas no jardim de infância, as fábricas de sorvete da Eliana, a fábrica de bonequinhos do Mickey e do Pato Donald. Além da geleca e de outras coisas nojentas ou comestíveis com que se lambuzam os pequininos, sempre misturando marsipã com suor, macarrão com folha de cafifa (pipa para os não cariocas)...

Mas não é só de diversão e alegria que vivem as linhas de produção da vida. Há muita coisa terrível e triste em:


Fábricas de madeira: moro perto de uma fábrica de madeira (!). Bom, quando crianças, aprendemos que a madeira se fabrica na floresta, mas eu garanto: escuto o dia inteiro essas benditas máquinas lançarem farpas e pó de árvore para todos os lados – um horror.

Fábricas de sabão: se você era um menino um tanto saidinho, com certeza ouvia a sua mãe dizer: “Se comporte, senão vou mandar o velho do saco te pegar e te levar pra fábrica de sabão”. Isso quando não ameaçavam os cachorros abandonados do mesmo destino. Sempre o mesmo velho do saco era responsável pelo crime bárbaro – transformar crianças e cães em sabonetes Dove ou Palmolive ou sabão de lavar roupa Rio. Cá pra nos, há sabões bem escuros que realmente parecem terem sido feitos de uma coisa bem nojenta. O pior foi que, ao ver o filme “clube da luta”, descobri que realmente pessoas podem virar sabão – não queira conferir.

Fábricas de chocolate: cidades frias como Penedo, Petrópolis, a cidade-fictícia-de-chocolate-com-pimenta Campus do Jordão, entre outras, sempre têm três coisas: casas de Papai Noel, casinhas de duendes e chocolates, muitas fábricas de chocolates. Aqui no Rio de Janeiro é comum que as escolas façam excursões com as crianças para uma de suas cidades frias e lá elas conhecem um mundo de chocolate. Uma pena que não é nada parecida com aquela lendária fábrica do Sr. Wonka, no filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, em que crianças são castigadas pelos seus pecados enquanto se empanturram do doce viciativo.

Fábricas de sapatos: há alguns meses, a Ana Paula Padrão começou a mostrar o “Mapa do Emprego”, no Jornal da Globo. A primeira cidade em que haveria, segundo a reportagem, milhares de vagas para todos os desempregados do País, seria Franca – interior de São Paulo. Para quê? Fazer sapatos. Ta bom! Eu vou largar o meu diploma de Letras, meu mestrado e me mudar para o interior de outro estado fazer sapatos numa linha de produção – melhor o Brasil mudar mesmo.

Fábricas de estátuas e máscaras de carnaval: sempre há reportagens na TV sobre esse tipo de fábricas. Que interessante a linha de produção das máscaras; que legal os desenhos; que ricos os protótipos. São programas tão importantes para a nossa cultura geral quanto o Globo Repórter sobre “os hábitos noturnos das onças que ficam à esquerda do Rio Araguaia e perto da bruxa, uma nova espécie de coruja”. As fábricas de estátua (?) vão pelo mesmo caminho. Os repórteres mostram a importância dos manequins e da forma como são fabricados para o lançamento de modas.

Fábricas da Felícia de Tine Toons: você alguma vez com certeza recebeu algum e-mail assim: “Cuidado! Boicote estas empresas e marcas: Semp Toshiba, Dove, Johnson & Johnson, Rainha, Faber Castel, Brastemp, Hering, entre outras – elas usam animais nos seus testes para o uso dos produtos”. Agora me respondam os gênios que mandam essas correntes: O que leva uma empresa de televisão a usar animais no teste do uso dos produtos? Eles usam a gordura do bicho na composição de suas peças ou os tortura mandando-os ver filmes de cachorro, mesmo? Não porque até pros cachorros filmes de cachorro são um horror.


enviada por XXXXXX


14/06/2004 18:32

Avó Peluda é uma boa alcunha, não acham. Ao escutarem essas duas palavrinhas juntas, as pessoas ficam logo ouriçadas, umas riem, outras fazem uma grande cara de interrogação – eu faço sempre cara feia. O que ocorre é que temos de respeitar as diferenças, acepção de pessoas é algo realmente inviável no meu sítio aqui. Aceitação não é sinônimo de tolerância, por isso, gostaria de dizer que aceito a todos que vêm aqui e me prestigiam, muito obrigada mesmo; aceito os que não me prestigiam também – fazer o quê? A questão é que não tolero falta de respeito em nenhuma instância.

A verdade é que alguns leitores – nem chamaria de leitores porque do jeito que escrevem, vê-se que não sabem ler – fazem questão de fazer comentários ofensivos, com xingamentos gratuitos e nicks desrespeitosos como “matador de avós”, sem ao menos deixar e-mail de contato ou dizer de que maloca estão falando; como estão soletrando seus xingamentos para o digitador que faz o seu copidesque; ou como conseguem sobreviver uma vez que proferem tanta violência e bestialidade gratuitas.

Outros fazem propagandas de seus próprios blogs – apóio as propagandas – não apóio as visitas despropositadas. Por exemplo: “Oi, adorei seu blig, passa lá no meu.” O que se percebe com isso? Um “adorei seu blig” pode tanto mostrar verdadeira admiração de quem perdeu (ou ganhou) 10 minutinhos lendo as aventuras da Avó e do Doutor, quanto revelar a descompromissada divulgação de outros bligs/blogs. Repito, gosto de que outros blogueiros troquem endereços, faço isso freqüentemente, mas fico com dúvida sobre veracidade do “adorei seu blig” quando se quer dizer, muitas vezes, na verdade, “Oi, estou usando o seu blog, o seu trabalho e o seu esforço para fazer propaganda do meu blog, do meu trabalho e do meu esforço. Eu, quer saber, nem ligo para o que você escreveu”. A avó, como professora, entende que o blog é uma forma de se divulgarem mais rapidamente as produções literárias, jornalísticas e baboseirísticas que pipocam da/na nossa mente na confusão do dia-a-dia e como resposta às exigências de produtividade a que todos estamos submetidos. Criar blogs é tanto uma chance de extravaso quanto de amostragem de inteligência. Gostaria que os comentários também o fossem – constantemente – pelo menos.

São realmente bem-vindos comentários edificantes, que não usem de palavras de baixo calão, visto que senhoras e senhoritas acessam este sítio; visto que não retribuo o mal com o mal; visto que escrevemos para divertir e não para derrubar as pessoas. São realmente bem-vindas visitas de toda a sorte – até dos confins da terra, se possível, mas não se tolerarão alusões a racismo, intolerâncias religiosas ou afins.

Por que construímos este estatuto? Por aparecerem constantemente comentários maldosos, chulos, ridicularizantes, que não se admitem nem em pensamento, que dirá por escrito – prezamos pelo bom senso!

Por fim, não apoiamos a censura; não apoiamos os positivismos, mas não toleramos a falta completa de educação e inteligência – tenham dó!

Avó Peluda



enviada por XXXXXX


09/06/2004 18:32

Estão em todo lugar: em casa, no trabalho, na escola, até mesmo nos carros de polícia do Rio de Janeiro. Os computadores são aparelhos inventados há alguns anos e feitos para facilitar/infernizar nossa vida – eles não estão sozinhos, as trevas os acompanham.

Já repararam que se você está há dias fazendo um trabalho – uma mamografia, como diz a Mirtes – e o bendito, isto é, o maldito falha justo na hora de você gravar? Isso acontece sempre, não é. A verdade é que demos tanto poder para os computadores que passamos a ser dominados por eles. O Pink e o Cérebro entenderiam isso se não fossem tão inventivos, e, conseqüentemente, inteligentes (essa última palavra só cabe ao Cérebro, digamos).

Uma amiguinha minha, da faculdade da terceira idade, estava já com 499 páginas de dissertação de mestrado prontas e, de repente, puff!!! Tudo se perdeu... Ela disse pra mim que só faltava a conclusão para que, no fim deste ano, o calhamaço fosse entregue. Adivinha o que vai acontecer agora: vai ter de fazer tudo de novo – 500 páginas redigitadas por conta de uma perda no HD.

Ele e as trevas têm uma série de investidas contra a nossa paz, lembremos que o computador:

já nos fez pensar ser 2000 o início do século 21: eu me lembro muito bem disso, milhares de pessoas indo pra Copacabana festejar a chegada de um novo século. Cansei de dizer: o século e o milênio só começam ano que vem em 2000 e 1, 2000 e 1, mas, por mais que insistisse se mantinham confiantes, vestidas de branco e tomando sidra de maçã felizes e contentes. No dia seguinte, o Jornal Nacional avisou que o século só começaria no ano seguinte. O mais estranho de isso tudo, foi todo mundo pensar que o Bâgui do Milênio iria fazer com que aviões parassem de andar, escovas de dente elétricas parassem de funcionar e uma guerra entre paulistas e cariocas (!).

é responsável por aquelas vozes em balanças de farmácia: há pouco tempo atrás, era uma deslumbrante saber que aqueles aparelhos que falavam no desenho dos Jetson agora são realidade para nós, incluindo a balança que fala. Você chega à bendita põe 0, 50 centavos e ela diz, com voz eletrônica: “Fique reto e olhe pra frente | Comporte-se | Pode-se retirar”.

sorteia rapazes para servirem ao exército: meu neto Osmar, ao 18 anos, já tinha metade do seu curso superior, um orgulho pra avó (meu único desgosto é que ele faz a barba)... Ele chegou ao quartel para se apresentar, os gorilas fizeram a ficha só na base do tec tec tec da máquina de escrever. Horas depois, um dos milicos com a bota bem lustrosa chegou e disse a todos: Os que forem chamados para servir o E-xér-ci-to Brasileiro, o serão por sorteio. Nossos computadores escolherão os novos recrutas. Computadores? Sei, sei.

vicia as pessoas que vão a lan houses: eu já disse que odeio lan-houses e repito isso compulsivamente, uma doença já. Mas preciso fazer uma convocação para dois movimentos de incendiários: um porá de fogo nas casas de jogos comigo; outros queimarão pêlos na porta da Gillete! Basta ao monopólio das lâminas de barbear.

guarda o tal de sistema: você liga pra Embratel, Telemar ou Associação dos Cornos Unidos da Freguesia do Ó e a operadora de telemarketing (a profissão do futuro) diz: Segundo o que constam (erro) nos nosso sistemas, senhor, o senhor tem uma dívida de juros de mora que deverá estar pagando em nos máximos três dia. É o que o computador diz.

proporciona a você fazer maravilhas. Há um filme que passa sempre em “Domingo Maior” que eu amo: Um tira da pesada III. Há uma cena especial nesse filme – a do Aniquilador 2000. O Aniquilador 2000 é a arma do futuro. Ele possui múltiplas funções como: quinhentos tiros por minuto, bazooca, microondas, radar entre outras. Isso era dito enquanto moças de biquíni acariciavam a metralhadora. Muito divertido. Se um computador fizesse isso tudo, puxa, ficaria feliz!

Não preciso dar mais provas de que eles têm parte com o capeta. Imagine: você pode fazer consultas com o Walter Mercado e pagar com cartão de crédito, comprar quadros, jóias e pessoas, muitas pessoas. Ah! Não posso esquecer de dizer, para acabar simpático, que você pode ler esse sítio maravilhoso o Avó Peluda






Avó Peluda é hacker e joga em lan houses depois que sai da hidromassagem



enviada por XXXXXX


08/06/2004 19:21

Ontem tinha falado do quão importante foi São Paulo pra Peluda. Ela, que como já dissemos, é exilada de Pelúcia, onde o peludo Fidel Castro escraviza papais-noéis e extermina depiladoras. Diante de tanto horror, Peluda vem para o Brasil tentar a sorte na cidade grande e encontra o RIO DE JANEIRO, um lugar maravilhoso. Ela foi muito bem recebida numa cidade (em) que:

lançou para todo o Brasil as tchutchucas: elas dançam funk. Elas compram avon. Elas usaram tererê. Odeiam axé. Elas dão na cara de quem se meter com elas. Avó Peluda poderia ser uma tchutchuca?

tem o tiroteio das nove: tiroteio com horário. Isso que é organização numa cidade tão confusa.

os pobres moram em cima; os ricos em baixo: o Rio tem essa peculiaridade: lages, muitas lages, onde as pessas fazem surrasco e dançam pagode - no Andaraí, em Senador Camará, no Chapéu Mangueira.

contempla os moradores com piscinões: Ali, cada mergulho é um flashAvó Peluda dá entrevistas para o RJTV enquanto os garotinhos ficam pulando atrás. Sempre no Piscinão de Ramos, é claro.

Tem mais... Continuo amanhã!

Osmar é neto de Peluda




enviada por XXXXXX


07/06/2004 20:05
on-line
enviada por XXXXXX


07/06/2004 13:04

Desde que a Avó saiu da Pelúcia, não quer outra coisa senão morar no Brasil, isto é, no Rio de Janeiro, que, "na seqüência bem clichê", como diriam os garotos do SKANK, é uma Cidade Maravilhosa e cheia de encantos mil.




Sim, o Rio é o lugar onde Avó Peluda doira os pêlos na lage de sua casa no subúrbio, enquanto seus netos brincam na piscina e o cunhadão faz um churrasco (ou um surrasco, como ele mesmo prefere dizer).

As comparações pífias entre Rio de Janeiro e São Paulo são, por si mesmas, desnecessárias, mas divertidas. Em São Paulo, a Avó suja os pêlos com a poluição - também presente no Rio - e contempla a beleza do rio Tietê, a multidão de prédios e mais prédios e os shoppings que enfeitam a urbe de lá pra cá. No ano passado, Peluda viajou para São Paulo e

descutiu com um feirante do Mercado Central que queria lhe empurrar uma tal de mexerica. Indecência na maior cidade do País.

visitou os estúdios de "Topa Tudo por dinheiro" e "Todos contra um" para fazer amizade com todas as colegas de trabalho do Penteado e Arrumadinho mais querido do Brasil.

comeu um chops e dois pastel

propôs à Marta Suplicy a construção de um piscinão para os mano da periferia, como ocorre em Ramos, lá no Rio.

visitou o prédio de Rainha da Sucata, de onde se jogou Laurinha Figueroa, após o grito estridente de Maria do Carmo - Dona Armênia armou tudo.

Comeu pizza no Bexiga: pizza de café, de amendoin, de cereja, de dobradinha de bucho, de carne assada, de beringela recheada. Nham!

Fez ligações nos telefones verdes da Telefônica

Visitou e pôs fogo em lan-houses - uma obsessão de Peluda.

Amanhã um pouco mais dessa viagem e da vida de Peluda no Rio de Janeiro.



Osmar Soares é neto de Avó Peluda, mas faz a barba





enviada por XXXXXX


04/06/2004 17:28

Este é o quarto de uma série de comentários sobre doenças de meu pai. Vamos manter sua identidade em segredo, então o chamemos de “Seu Raimundo”.

Meu pai teve próstata aumentada por um dia.


O crescimento da próstata (hiperplasia ou hipertrofia prostática) é uma desordem muito comum em homens acima de 50 anos. A causa é desconhecida, provavelmente ação de hormônios andrógenos. Os sintomas são dificuldade de urinar ,pela compressão da uretra, infecção urinária pela retenção de urina na bexiga. Embora não apresentando nenhuma desses sintomas, Seu Raimundo (nome fictício) inesperadamente adquiriu a doença. O fato se passou no terminal de ônibus de Fortaleza, cedo da manha, Seu Raimundo esperava na enorme fila para pegar o ônibus Papicu (não são permitidas piadas maldosas com este nome), grande foi sua satisfação ao ver que um amigo seu trabalhava como fiscal da fila. O amigo o reconheceu e o conduziu ao início da grande fila, Seu Raimundo é calvo e aparenta ser mais velho. O ônibus chegou e Seu Raimundo estava feliz por ter um lugar para sentar. Foi quando ouviu seu amigo gritar ao fundo:” Dêem lugar para este senhor que ele é operado da próstata!”. Encabulado, Seu Raimundo olhou para trás e o viu sorrir e piscar o olho por sua mentirinha

Meu pai teve próstata aumentada por um dia e aprendeu que ter amigos influentes nem sempre é o caminho mais fácil e menos vergonhoso para alcançar um objetivo.

Dr Franzas

P.S. Dr Franzas é um cientista louco que sonha criar um transporte coletivo onde idosos podem sentar-se sem serem estigmatizados por suas enfermidades.





Calma, seu Raimundo

enviada por XXXXXX


03/06/2004 21:25

Terminal de ônibus é o lugar por onde eu passo pelo menos duas vezes todos os dias nas minhas indas e vindas da boate/ da seresta/ da hidroginástica/ das lan houses em que jogo jogos assassinos/ do colégio onde dou aula para velhinhas em curso de velas e sabonetes sensuais (?). Eu já disse que sou uma velhinha moderna. Neste momento, estou ao lado de um - estou em uma lan house há ao meu lado uns caras superestranhos jogando enquanto gritam, do outro lado dois meninos de rua jogando quietinhos. Há coisas na vida que derrubam nosso preconceito, não as minhas passadelas nos terminais de ônibus onde vejo:

surdos-mudos conversando em LIBRAS, a Língua Brasileira de Sinais. Estudei o idioma durante seis meses, mas sabe: não tenho coragem de parar e ficar conversando com eles. Além de que pessoas que não me vêem há muito tempo (o que sempre acontece nos terminais) poderiam me encontrar e pensar: além de velha, está surda.

jogadores de capoira com facas: eu queria saber: Por que jogadores de capoeira com facas da Tramontina escolhem os terminais perto de Mc Donalds e relógios eletrônicos para se apresentar. Isso quando não se juntam com palhaços em pernas de pau e bandas que cantam marchinhas de carnaval em pleno junho. Tenham dó.

amigos da escola: é incrível como sempre resolvem se encontrar conosco quando não temos tempo para dar-lhes atenção ou lembrarmos daquele professor que tinha cacoete de dizer: ó, ó, ó, enquanto explicava física.

óculos perdidos: todos os óculos se perdem nos terminais. Estranho.

sombrinhas: para onde vão as sombrinhas, guarda-chuvas e "chapéus" (odeio essa nomenclatura) que perdemos? Só podem estar todos em algum lugar do buraco negro Andrada ou nos terminais. Mais estranho ainda.

Bom, deixem-me ir, senão eu perco o ônibus.


enviada por XXXXXX


02/06/2004 17:17

Nunca. Quase nunca uso esse bonequinho do blig para postar meus textos. Hoje senti necessidade de lançar mão dele. Estou triste. Olha só o que aconteceu:

Ulisses Guimarães não chega, atendendo ao meu pedido insitentes: Quando você chega-a-a-r/tira essa roupa molha-a-da"

No mestrado, as pessoas insistem em parecer inteligentes. Queria que todos saíssem às ruas cantando Caracarambacaracaraô lambuzados de mel. Susto.

Márcia, minha empregada é paraense e está dançando catimbó, carimbó, carijó, baridó, borogodó, sei lá. Uma dança frenética em que as pessoas usam chapéus e roupas estampadas.

Meu terapeuta quer aumentar a consulta. Cobrava bem caro no passado. Agora exige iates e cheques, muitos cheques. Tenho de continuar, senão surto. Ou vocês querem que eu surte.

Toda vez que a velhinha aqui escuta disckman, as pessoas no ônibus ficam olhando pra trás. Não vêem que canto bem?

Vou embora, antes que começe a chorar. Já está até dando nó naaaa garg... chuinf


enviada por XXXXXX


01/06/2004 12:26



E você? Como imagina a Avó?
enviada por XXXXXX


01/06/2004 12:09

Todos nós somos, de alguma forma, um tanto dissimulados. Quando éramos crianças e quebrávamos algum vaso da estante, a frase mais proferida é: “Dá pra colar, mãe?”. Até certa idade até funciona como pergunta ingênua, depois dos 6 já vale uma semana sem televisão ou uma palmada bem dada – com carinho, é claro (viva o paradoxo!).

A escola é antro das desculpas esfarrapadas. É “professora, ele pegou minha borracha!” de um lado – o lado das menininhas boazinhas –, “Fui eu não! Eu juro” do outro – o lado das trevas. A pobre da tia sempre fica em dúvida em quem acreditar. Desaparecimento de borrachas não é nada comparado às bombas no banheiro, corpos no elevador, ratos na comida do refeitório, sabotagens em geral. Tudo arquitetado por anjos chamados Mateus, Lucas e Joães Vitor (crianças nascidas nos anos 90).

As famigeradas desculpas para atraso não colam, a pessoa nem termina de ouvir o indesculpável dizer: “Sabe como é o trânsito nessa cidade – loucura”. Ele diz isso às 3:00h da tarde em que não há um trânsito para atrasos e o RJTV não está falando das manifestações de camelôs no centro da cidade.

Eu tenho o seguinte pensamento: Já que é para se desculpar sobre o que não se pode remediar, é melhor ser escrachado mesmo no que se diz a pessoas que querem satisfações quando:

Não está a fim de fazer nada: Bem, desculpe, eu, eu... errr, difícil dizer isso... errr, eu não sinto mais as minhas pernas... É muito difícil para mim, você sabe como é, né

Desmanchou o noivado de sete anos: Ele/a saltou de pára-quedas e... morreu. Não pude ir ao enterro porque não estou sentindo as minhas pernas.

Vai a um psiquiatra especializado em “serial killers”: É por diversão. Ele disse que preciso confessar que esquartejei a mamãe e a pus no freezer.

Usa vestido “trapézio”: Gosto dos anos 90. Sinto-me ainda em 1995, vendo “Anjo Mau” e achando que ir com roupa de gala à discoteca (naquele tempo eles falavam discoteca) é chique.

Está num blog chamado Avó Peluda: Eu entrei e quis detonar; tive dó e agora estou enviando um saco de dinheiro para a casa deles para que continuem a manter isso no ar.

Se perguntarem a você por aí por que fica tantas horas preso ao computador diga que está fazendo contato com pessoas viciadas em fanta uva, entre outros doidos. Vai ver essa moda de ser franco demais pega e as pessoas passam a ter coragem de dizer para as tias que ganhar cueca no natal não é muito legal.





Avó Peluda


enviada por XXXXXX


01/06/2004 10:57
Meu pai tem pressão alta


Hipertensão arterial, você tem? Seu Raimundo tem. Dizem-se hipertensos estágio I aqueles que apresentam pressão sistólica 140 e 150 mmHg e diastólica entre 90 e 99 mmHg. A maioria dos casos é idiopáticos, isto é, não se sabe a causa. Sabe-se, no entanto que hipertensão aumenta o risco de ataque e insuficiência cardíaca, AVC, doenças do rim entre outros. O tratamento pode ir desde modificações de hábitos e dieta até o uso de medicamentos. Na minha casa pressão alta é um assunto sempre presente. Qualquer coisa que acontece é culpa da pressão. Tenho tentado acabar com este mito e advertido seu Raimundo. Pressão alta não causa: 1. calvície; 2. conta de telefone cara; 3. ignorância; 4. pobreza (no Ceará, liseira) 5. A sorte do mocinho da novela das oito entre outros.

Desencane você também.

Doutor Franzas

P.S. Dr Franzas é um cientista louco que sonha criar um dispositivo que utiliza a pressão alta para pressionar o governo a aumentar o salário do Seu Raimundo.



enviada por XXXXXX


31/05/2004 15:51

Eu já disse aqui que ODEIO e-mail com bichinhos, ursinhos de papel de carta e paisagens lindas em que moços e moças bonitas ficam deitados cheirando as flores e com cestas de palha do lado cheias dessas mesmas flores. É realmente tosco. Devem sofrer os que inventaram a canetinha perfumada e, principalmente, o papel de carta, que as meninas - e alguns meninos - cismaram em colecionar nos anos 90. Mas eu não disse ainda aqui que AMO meus amigos.

O Avó começou comigo bem triste e só - ninguém estava comigo no início. Daí, a Leocádia, Verona e Mirtes, sobre quem já falei também, me deram um conselho: ei, boba, por que não faz uma parceria com o Doutor Franzas, ele é superengraçado. Não deu outra, aceitei o conselho e hoje divido o blog com ele. Doutor Franzas é um cientista maluco que sonha em canalizar a energia do olho grande para destruir pedras nos rins. Tudo pela medicina! Mas eu tenho outros amigos, a saber:

Marcus Baridó: o menino tem problemas, era autodestrutivo na infância, além de dislexo, dislálico e hiperativo. Um problema pra todos nós? Não. Uma solução. Quando estamos cansados, às 2 da manhã, de tanto trabalhar, ele ainda está querendo brincar de pique, jogar basquete e fazer mergulho na praia - repito: às 2 da manhã - só injeção de tranquilizante o faz parar. QUER PAGAR QUANTO!?

Gilberlei Oliveira: Ele foi citado pelo Doutor Franzas em algum desses coments. É difícil falar de um cara tão querido. Eu o conheço há seis anos. Se ele me vê de mochila às 2 da manhã, pergunta: de onde está vindo? Do supletivo? Se ligo pra sua casa meia noite, ele atende numa boa mas diz: estou indo dormir. Ele tem como dizê-lo, tem cara de pau para me cortar quando estou sendo insuportável e me dá uns toques legais pedindo para imitar personagens como: Globeleza e o moço de QUER PAGAR QUANTO. É magro como o Osmar. Gosto dele.

Osmar: Esse moço é superlegal. Autodestrutivo também, quando está em grupo, sua forma mais original de desejar bom dia é: Devem sofrer, morram, tenham dorer. E repete insistentemente a frase: MATAR, MATAR, MATAR. É, no mínimo, doentio.

Lorena (vulgo Loreta): Mantém amizades com bonecos do posto e bolinhas de plástico. Tendo passado um mês com ela em Salvador, e uma semana no carnaval na Região dos lagos, percebo o quanto as pessoas podem ser loucas, louras e más, muito más. Ela faz coisas do tipo: quebra pias e pede desculpas enquanto ri galoupantemente. Tenho medo, muito medo de Loreta/Lorena. (Ainda dança hiphop de peruca).

Xica da Silva (vulgo Helena): É uma amiga desnaturada. Entorpecentes. Bombas. Facas. Chicotes. Maldade. Nada disso tem a ver com ela, mas uma coisa tem: a língua grega. Helena fala grego. Quer coisa mais estranha que isso. Ela nem precisava ser terrorista pra eu sair correndo dela. É só começar a falar aquilo enquanto zoa os professores da sua faculdade. Horror, horror.

Donna Rosa: É viciada em internet. Mora, como eu, no msn. Gosta de pôr fogo em estúdios de tvs, creches e lan-houses? Não. Ou sim. É realmente inteligente mas cometeu um erro: faz jornalismo. Triste, né!? Outra excentricidade: seus dedos ficam o tempo inteiro simulando digitação em computado. O médico recomendou tirar os dedos.

Amigos que não foram citados aqui, eu os amo de alguma forma. Amo? Amo sim! Todos são importantes pra mim. Se não entraram na lista é porque vão entrar em próximas. Aliás, que idéia besta de citar amigos, vou virar escravo disso... vão me cobrar, a avó está perdida...

That's all folks!


enviada por XXXXXX


29/05/2004 17:52

Vivemos cercados de pouco entendimento entre muitas e muitas partes. Nossa vida se regula pelo nível de comunicabilidade de que desfrutamos. Chacrinha, um mestre da comunicação, consagrara como bordão a frase: "Quem não comunica se trumbica". É por isso que temos hoje quatro mídias: a internet, a mais recente, a tv, o rádio e a imprensa. Além das mídias que nos levam à comunicação a longa distância, lançamos mão do telefone e outras cositas más. Mas, não nada mais eficaz que a comunicação tete-à-tete. Ou não.

Se nossas mães soubessem que era tão ridículo dançar quadrilha e se enfeitar de índio no 19 de abril, elas nunca, nunca iriam fazer isso. Mas não. Parecem que não escutam ou vêem que odalisca não é fantasia de carnaval nem aqui nem na China, sem contar as fantasias de bailarina e palhaço. Queria que dissessem isso pra elas - será que consegui?

Alguém avisa ao Raul Gil - pecamos por omissão, é verdade. Alguém, por favor, avise ao Raul Gil que ele tem uma herança riquíssima para ser pega na garganta do diabo, em Foz do Iguaçu, em baixo da queda d'água mais forte. Detalhes, para pegar a mala, que está presa num rochedo, ele não pode usar bote salva-vidas, muito menos corda. Deve descer sem equipamento nenhum de segurança. Só não lhe avisem que é um plano pra ele nunca mais apresentar aquele programa chato das tardes de sábado.

Pôr fogo em lan houses: Sim. Eu sou uma incendiária. Odeio lan houses, apesar de viver nelas. O que ocorre é que se não gritassem tanto, talvez pudessem contar com meu apoio. Mas idade da pedra em 2004 não dá!

Telemar: o governo entregou meio país a essa empresa horrível. Onde já se viu colocar ligações para Kuala Lampur na sua conta de quem mora em São Gonçalo ou Cabrobó da Serra!!! Será que eles pensam que somos todos terroristas?

Pessoas que gritam no cinema: o filme é até engraçado, mas alguns cismam de ficar gritando como macacos em dia de chuva. Eles não se conformam em comunicar com os celulares ligados na sessão, o mau hábito de ficar comendo e cochichando e então gritam gritam gritam quando o mocinho pega a mocinha naquela hora. Ninguém merece.

Gente que não entende que você está ocupado: Tá! Você tem um msn repleto de contatos; é popular; é O Cara! Mas não é aceitável o fato de ter tanta gente no seu pé enquanto seu status está "Ocupado". Esses chatos ficam dizendo: e aí? o que está vestindo? o que acha dos problemas na câmara municipal da sua cidade? pôs o lixo pra fora? - devem morrer.

E-mail do inferno: Odeio e-mails com bebês, rosas, muitas rosas e ursinhos de papel de carta. Eles deixam seu computador cheio de kbs indesejáveis, além de deixar você mais inspirado a MATAR MATAR MATAR!

Avó Peluda


enviada por XXXXXX


28/05/2004 13:53

Eu já disse aqui e vou repetir: quando eu for rica, não deixarei de ser eu mesma, mas farei questão de sê-lo só que com jóias, anéis de brilhante não comprados no programa "Mil e uma noites" e carros importados. Comprarei pessoas com cheques e darei festas em que direi diante dos convidados, com os braços levantados, é claro: "Quero que todos comam, se divirtam e bebam". Mas, antes que Ele diga que não vai dar para eu entrar no fundo de uma agulha, mas o camelo sim, eu vou...

...destribuir disckmans a crianças carentes: esse negócio de chás beneficentes e desfiles de cachorros com campanhas pra arrecadar escovas de dentes para crianças abandonadas é uma palhaçada. O legal mesmo é seguir o conselho do professor de Escola do Rock e viver de Rock 'n' roll. O, Yeah!

...comprar uma frota de ônibus para levar meus amigos e amigas da terceira idade e de outras idades também como, da pedra e da geração coca-cola, para o meio do planalto central fazer baderna em Brasília. Rolaria cocar, fogueiras e muitos, muitos caixões representando a morte da saúde e da educação no País.

...financiar a volta da porta da esperança e pôr fogo na Microlins: eu não aguento mais o "Dia de Princesa". Por isso, farei justiça social: vou acabar com esse programa ridículo; não vou deixar a Microlins dar móveis e empregos; vou fazer aquele Jesus que falava "Fé, luz e união não são apenas palavras..." voltar e, finalmente, destribuiria muitos carrinhos de cachorro-quente na Porta da Esperança - para a alegria de milhões de Mirtes em Osasco e Freguesia do Ó.

pôr todas as depiladoras em câmaras de gás: elas decidem: ou param de torturar as mulheres, ou vou virar uma criminosa.

atear fogo nos estúdios do Globo Repórter: eles decidem também: ou param de falar sobre as lontras ou darei paz às sextas-feiras de milhões de brasileiros.

Bom, antes de ficar rica, não vou poder realizar um sonho: dizer a frase Pode se retirar para um garçon ou uma empregada chamada Zilá, mas, este sim, eu vou realizar: A roupa está suja? Vamos ao shopping comprar mais.

Avó Peluda


enviada por XXXXXX





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